Tanto em minha vida pessoal como educador, quanto em minha profissão de educador que forma educadores, uma das tarefas mais difíceis tem sido a de convencer professoras, professores, mães e pais a se conduzirem de acordo com princípios pedagógicos que se pautem pela diferença entre autoridade e autoritarismo, liberdade e licença.

Já abordei esses conceitos de forma bem didática em um livro que tomo a liberdade de recomendar enfaticamente: Educação como exercício do poder: crítica ao senso comum em educação. Voltemos brevemente a essas noções.

Autoridade como relação é uma ação política, porque envolve a convivência entre sujeitos (isto é, seres que se orientam por sua vontade autônoma). Mas não é (não pode ser) uma ação autoritária. O autoritarismo, em vez disso, consiste no abuso da autoridade: um sujeito prevalece sobre o outro, que tem sua subjetividade (condição de sujeito) violada. Na relação de autoridade, em vez disso, dois sujeitos convivem de modo a afirmar a subjetividade de cada um. Faz-se, portanto, uma relação democrática, ou seja, uma convivência entre sujeitos que se afirmam como tais. Como ação política, a autoridade supõe que uma parte tem sucesso em levar a outra a agir de acordo com sua vontade (isto consiste, em seu sentido mais sintético e abstrato, no que chamamos poder político). Na relação de autoridade, entretanto, isso não se dá pela força ou pelo desrespeito à vontade do outro, como no autoritarismo. A autoridade supõe que o outro consente livremente em seguir a vontade daquele a quem vê como detentor legítimo de autoridade.

O mais importante é que a autoridade assim entendida é imprescindível para o êxito da ação educativa. Se está pedagogicamente comprovado que o educando só aprende se quiser, então, é condição sine qua non do aprendizado que o aprendente aceite o poder que o educador exerce ao ensinar-lhe. Significa que ele tem de ser livre para aceitar o poder, o que redunda, necessariamente, numa relação de autoridade, não de autoritarismo.

O correlato da autoridade é a liberdade. Mas liberdade não se confunde com mera licença para agir e fazer o que lhe vai pela cabeça, sem nenhuma regra social de procedimento. Isto se chama espontaneísmo, pertencente ao domínio da natureza, não da história. Na natureza não há liberdade no sentido humano-histórico, porque liberdade não é apenas estar solto, com licença para fazer o que manda seu interesse, seus desejos e instintos, sem levar em consideração os demais seres com quem você convive. Dessa maneira agem os animais, que não dispõem de valores e normas (construídos historicamente) para seguirem. Costumamos dizer que o pássaro é livre para voar. Na verdade, isso significa apenas que ele está solto: o voar dele não se inscreve no domínio da liberdade no sentido humano-histórico que empregamos aqui. Ele não tem poder de opção: ele voa necessariamente, naturalmente. Livre para voar só o homem, que produziu historicamente (a partir de sua vontade e de seu trabalho), essa opção.

Liberdade, pois, não se confunde com licença. Esta, na verdade, constitui um dos correlatos do autoritarismo, porque, a pretexto de deixar o indivíduo “livre” (no sentido natural, espontaneísta), se está, a rigor, reforçando sua condição de não sujeito, de ser preso apenas à natureza e aos instintos daí herdados. Criar uma criança assim, portanto, não é educá-la, nem proporcionar-lhe liberdade, antes é fazê-la crescer como simples animalzinho. Fazê-la humana, ou seja, sujeito, é proporcionar-lhe meios de despregar-se o mais possível da necessidade natural. A liberdade é, pois, artificial. Não no sentido pejorativo, mas no sentido de que ela é feita pelo homem, intencional e praticamente (materialmente), ao fazer-se livre (histórico). É, pois, um artifício (uma construção) da História. Liberdade é a transcendência da necessidade, daquilo que necessariamente acontece.

Ocorre que também a educação é construção histórica. Os conteúdos e os modos de ensinar se transformam, como consequência do desenvolvimento histórico. Assim como não utilizamos as formas de cuidar da saúde, de nos locomovermos, de nos organizarmos politicamente, etc., vigentes na pré-história, também não faz sentido repetir hoje a pedagogia que se praticava no paleolítico. Mas é mais ou menos isso que acontece quando os adultos de hoje tentam educar ignorando todo o conhecimento científico e a experiência metodológica desenvolvidos no campo da Pedagogia, durante séculos.

Não deixa de ser patética, por exemplo, a situação do adulto que, com a mais legítima intenção, decide renunciar a qualquer tipo de método diretivo, tentando convencer o educando a se portar corretamente por meio apenas de palavras. É nesse momento que a falta de conhecimento pedagógico se apresenta em toda sua dramaticidade. É preciso levar em conta o dado científico de que, um adulto, se pode levar a querer aprender apenas por argumentos racionais que orientem sua vontade; uma criança, não! Especialmente se for de pouca idade. Em geral, é aqui que está a origem das maiores dificuldades. Uma pessoa desprovida de conhecimentos pedagógicos não sabe disso. Então, diante de uma criança de três anos, por exemplo, o adulto leigo trabalha com os dados do senso comum, que se detêm na aparência. Ao perceber que esse menino ou essa menina já domina, pelo menos razoavelmente, o vocabulário do adulto, este põe todo seu esforço em apresentar as normas e condutas que devem ser seguidas, apresentando, inclusive da forma mais afável possível, as razões e argumentos que as justificam. E fica muito desesperado quando a criança, mesmo dizendo que entendeu tudo direitinho, logo em seguida, age de modo precisamente contrário.

Na falta de fundamentos pedagógicos para orientar sua ação educativa, muitos acabam por cair nas garras dos charlatães da autoajuda pedagógica, que vicejam hoje na TV, no rádio e nas páginas da Internet, cuja autoridade científica e fonte de conhecimentos é o mais rasteiro senso comum, que eles edulcoram com palavras sedutoras e com impostações de voz que fazem tremer de paixão a mais cândida criatura à procura de respaldo para sua ignorância pedagógica. Mas, se isso às vezes funciona como consolo para aplacar o sentimento de culpa e disfarçar a impotência, não serve para resolver a questão educativa. Diante do educando que não obedece, ou seja, diante da incapacidade do educador em exercer a autoridade, este acaba sempre voltando-se para dois correlatos do autoritarismo: a truculência (violência física) e a mera licença. A violência física, por demais óbvia e odiosa, tem merecido considerável (embora insuficiente) condenação na literatura educacional e, por falta de espaço, não será tratada aqui. Vou ater-me ao que às vezes se deixa de reconhecer como igualmente autoritário, que é a mera licença, isto é, aquilo que acontece quando, decidido ao procedimento louvável de não reprimir fisicamente, os adultos resolvem, no entanto, deixar a criança simplesmente fazer tudo o que lhe vem à cabeça.

Aqui, dois temas se sobressaem: a omissão do adulto responsável pela educação da criança (frequentemente implícita no espontaneísmo) e a violência verbal (muito utilizada para tentar remediar a falta de autoridade de quem “educa”).

A omissão parece vir sempre associada a certo desleixo por parte do educador ou educadora, que deixam a criança fazer o que quer, sem nenhuma regra de conduta, em nome da liberdade, alegando que o fazem para não repetir (ou para compensar) o que com elas fizeram seus pais e educadores, que os trataram autoritariamente. Talvez não percebam que essa sua conduta é reflexo direto do autoritarismo que elas dizem condenar, e que a diferença é apenas de aparência, não de essência. Se não houver mudança de princípio e a aplicação de saber pedagógico, fazer hoje simplesmente o oposto da conduta autoritária de seus pais, não resolve absolutamente nada. Estarão fazendo exatamente a mesma coisa, só que mais simpaticamente e talvez com um pouco menos de remorso. Os efeitos continuarão sendo devastadores para a personalidade do educando e para a realização pessoal do educador.

Nessas situações, o que minha prática pedagógica e as pesquisas que tenho realizado me levam a constatar é que muitos adultos, com a (corretíssima) boa intenção de não infligir castigos físicos (por tudo condenáveis e prejudiciais à personalidade do educando em desenvolvimento), mas na falta de orientação pedagógica, acabam por apelar para outro subterfúgio, cujo abuso não me parece menos deletério a uma personalidade em formação: a violência verbal. Esta se manifesta das mais diferentes formas, todas procurando expressar com palavras, mais, ou menos, ríspidas, a censura ao comportamento da criança, por meio de queixa, advertência, chantagem, crítica sarcástica, repreensão, sermão, recriminação, tudo enfim que se pode sintetizar grosseiramente com a palavra bronca.

Às vezes, parece que a relação do adulto com a criança se resume na bronca constante, que nada consegue e que corrói o ego da criança. Chega a ser exasperante presenciar adultos que passam o tempo a repreender e dar broncas em crianças, especialmente crianças pequenas que são as mais inquietas. Diz a sabedoria popular que “bronca é ferramenta de otário”. Poucos adágios se aplicam tão bem à realidade como esse. A bronca é o verdadeiro atestado de capitulação de quem fracassou no exercício da autoridade. Em educação, ela é insustentável, por duas razões: é ineficiente para conseguir a obediência que não se conseguiu por outras formas, e é terrível para a formação da personalidade, porque contribui para minar a autoestima da criança e fazê-la introjetar valores e desenvolver condutas de negação do outro.

Os contumazes praticantes da bronca repetem a insensatez do mito do Gênesis, componente da ideologia judaico-cristã. Um deus insano, que se acha o maioral, não consegue conviver com uma simples transgressão de sua criatura (o primeiro homem), punindo-a autoritariamente, a ela e a toda sua espécie, aplicando-lhe uma bronca ridícula, violentando seu ego e perdendo a própria obra realizada. Otário! Poderia ter entendido melhor a psicologia do homem que ele criou, condescendendo e orientando, com autoridade (não com violência e punição como ele fez), para a perpetuação e constante construção do paraíso na terra (não do arremedo de humanidade culpada e violenta que daí surgiria). Logicamente, é um deus criado por uma civilização arcaica e inculta, com parquíssimos conhecimentos a respeito da natureza humana. No Século XXI, pautando-se por princípios de liberdade e democracia construídos historicamente por dezenas de milhares de anos, não dá para se aceitar esse atraso. É muito desumano-histórico. Mas é o que infelizmente ainda acontece. Não deve ser por outro motivo que os autoritários de todos os tempos se empenham na desfaçatez de impingir em seu educando, desde a mais tenra idade, essa figura de otário-mor chamado deus para que estes o temam e sigam mandamentos tão atrasados historicamente.

Para o adulto imbuído dessa concepção desde criança, o educando que não obedece determinações supostamente tão claras e razoáveis como as que ele estabelece é porque é ruim (nasceu com o pecado original), é um ser que precisa ser “civilizado”, “domado”, para não crescer rebelde, malvado, sem limites. E parece ser a coisa mais difícil do mundo convencer uma pessoa leiga, que não teve acesso a conhecimentos pedagógicos, a compreender a real situação e levá-la em conta em sua prática com crianças de pouca idade. Uma criança deve ser tratada de modo específico, não porque ela nasceu ruim, porque ela seja inferior, menos inteligente ou tenha menos direitos, mas porque ela ainda não consegue captar o mundo como o adulto o faz, embora, aparentemente, ela domine todo o linguajar do adulto.

Para esse educando, não basta a fala racional. Educa-se pela ternura, pela cumplicidade afetiva, pelos gestos, pelo corpo, não adianta reclamar de competências cognitivas que o educando não pode ter ainda, em face do estado de desenvolvimento de sua inteligência. Por isso, não é só injusto, mas também irracional tratá-lo autocraticamente. Mas também não é certo deixar o educando a seu próprio alvitre, sem oferecer-lhe padrões de comportamento. A criança pequena precisa e busca um adulto seguro, com o qual possa conviver, em quem possa confiar, a quem possa imitar. Se você diz que “isso não pode”, ela o experimenta, contrariando, desafiando, testando sua paciência (na verdade verificando sua segurança), por meio da desobediência, da birra, do choro. Se você cede e volta atrás em sua determinação, é o desastre: não apenas sua autoridade é arruinada diante da criança, mas também esta se torna mais insegura diante de sua falta de firmeza no agir. Por isso, só diga “isso não pode” quando não pode mesmo. Não gaste esse jargão a toda hora. Aproveite para dizer muitas coisas “que podem” para ganhar sua simpatia e confiança, de tal sorte que quando você diz “não pode” ela perceberá em você a mesma tranquilidade e segurança e, mesmo depois de muita birra e muito choro, adquirirá um comportamento positivo, tornando-se mais segura com sua convivência, e incorporando comportamentos e posturas mais “civilizadas” porque históricas, ou seja, adquiridas no contato social humano, não meros instintos que trouxe desde o nascimento. É esse o caminho para negar a mera licença, cultivando um relacionamento democrático.

Vitor Henrique Paro, 18/05/2020

Se notar alguma ideia ou tema que você considere mal abordado ou que exija maior explicação,
me comunique, por favor. Terei prazer em considerar sua observação.

Comentários

  • Marcia Saraiva
    Marcia Saraiva
    Responder

    Gostei da Reflexão professor, mas tive dificuldade em compreender a relação entre o texto e o título “#26 Quebrar a máquina de fazer bolsominions”

    • Vitor Henrique Paro
      Vitor Henrique Paro
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      Que bom que você gostou, Marcia. Obrigado pelo comentário. Quanto ao título, os elementos que o justificam estão no texto. Minha intenção é levar o leitor a refletir e encontrar por si a razão desse título.

  • Carlos Roberto Medeiros Cardoso
    Carlos Roberto Medeiros Cardoso
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    Vitor adorei o texto, e repassei para muitos amigos e professores com quem trabalho.

    Muitos professores se negam a aceitar o que você se propôs a discutir, por medo de perderem sua autoridade, pois não entendem que praticam o autoritarismo, e que esta negação a subjetividade dos educandos é o que permite a eles se tornarem bolsominions, pela perda da empatia pelo outro.

    Acredito que este texto especificamente deveria ser estudado e discutido nos espaços de formação continuada das escolas, pois promoveria um amplo questionamento das práticas tidas pedagógicas que imperam nas escolas, revestida da boa vontade e da fé cega dos adultos, na busca de fazerem o melhor pelos educandos.

    • Vitor Henrique Paro
      Vitor Henrique Paro
      Responder

      Muito obrigado, Carlos. Você é bastante generoso em suas ponderações. Um forte abraço, e vamos em frente, lutando sempre por uma educação melhor.

  • Terezinha Cristina Nakamatsu Siraque
    Terezinha Cristina Nakamatsu Siraque
    Responder

    Profº Vítor eu gostei muito do texto! É um privilégio a leitura e a possibilidade de reflexão que ele nos traz. É muito bom ter textos primorosos que nos nutrem neste momento complexo de pandemia.
    Aproveito para parabeniza-lo pelas lives com Toninho Vespoli e Daniel Cara, foram muito boas!!!!

    • Vitor Henrique Paro
      Vitor Henrique Paro
      Responder

      Muito obrigado,Terezinha. Fico feliz que o texto seja útil para a reflexão. Um grande abraço. “O importante é que a nossa emoção sobreviva.’

  • Vanessa
    Vanessa
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    Que texto! O que ensinamos através do que somos e da forma que nos comportamos com as crianças é muito mais profundo e perpetuará em sua vida.
    O direito a democracia, o viver democracia pode (deve) ser proposto desde sempre para as crianças, quem sabe assim a educação, de fato, se fará transformadora. E quem sabe assim, as pessoas compreendam, por ter vivênciado, experimentado e feito parte, a democracia.

    🌻

    • Vitor Henrique Paro
      Vitor Henrique Paro
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      É isso, Vanessa. A democracia é constitutiva do humano-histórico, e não podemos deixar de ensiná-la desde cedo às crianças. Obrigado por suas palavras. Espero que você goste também de outros Pitacos teóricos do site.

  • Kacianna Amorim
    Kacianna Amorim
    Responder

    Obrigada por nos brindar com esse texto, prof. Vitor! Essa discussão é mais que atual! Muitas crianças afastadas da escola tem sido vítimas de uma violência que as traumatizará ao retornarem às escolas, pelas aulas remotas, lições ensinadas de modo amador (por parte da família – visto que essa não seja mesmo sua função) e impessoal (por videoaulas diversas) ocupam os pesadelos dos estudantes, em casa.
    Se por um lado alguns pais apelarão aos castigos físicos ou verbais, por outro, poderão simplesmente ignorar as crianças, abandonando-as à sua própria sorte, com sua vontade frouxa. Tempos difíceis para a educação.

    • Vitor Henrique Paro
      Vitor Henrique Paro
      Responder

      É isso, Kacianna. Em tempos de pandemia e de fascismo, o que já se fazia errado, infelizmente, tem a tendência de ser recrudescido. Por isso, é preciso sempre esta atento. Obrigado por seu comentário.

  • Rosilda Canetti
    Rosilda Canetti
    Responder

    Excelente texto prof. Já o indiquei ao grupo das profes da escola que trabalho e ao grupo das famílias. Esse fascismo q estamos vivendo, nos deixando tão impotentes.
    Esse texto veio à esclarecer sobre a verdadeira democracia.

    • Vitor Henrique Paro
      Vitor Henrique Paro
      Responder

      Obrigado, Rosilda. Um forte abraço.

  • Flávio Boleiz Jr.
    Flávio Boleiz Jr.
    Responder

    Gostei muito do texto e principalmente de sua relação com o nome! hehehe
    Especialmente me surpreendi muito positivamente com o tratamento que você deu ao termo “bronca”. Precisamos falar muito mais sobre a bronca dos pais, dos professores, dos irmãos, companheiros etc. Bronca serve apenas para alimentar mal humor!
    Enfim, toda a discussão sobre democracia, infância etc. estão bem bacanas!

    • Vitor Henrique Paro
      Vitor Henrique Paro
      Responder

      Obrigado, Flávio. É,sim, muito importante enfatizar a necessidade de as pessoas perceberem o quanto nós adultos passamos o tempo dando bronca, especialmente nos mais jovens. Lembro sempre do livro de Janusz Korczak, “Quando eu volta a ser criança”, que analisa lindamente essa questão. Um grande abraço.

  • Silvia Teixeira Cardenuto
    Silvia Teixeira Cardenuto
    Responder

    Ótimo texto, pertinente para os nossos dias. Conceitos importantes que devem ser esclarecidos e discutidos. No momento atual temos educadores e familiares perdidos quanto ao papel a ser desenvolvido. Vou compartilhar e levar para grupos de formação nas escolas, indico para os familiares também. A infância precisa estar no centro das discussões da escola, principalmente agora quando a educação passará por uma transformação.

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